segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Não sabemos namorar...





Agora dei para mascar chiclete com sabor melancia.
Deveria esconder esse detalhe.
Mórbido para quem atravessou os 36 anos.
Mas vejo o quanto escondo o romantismo debaixo da mordida. Sou açucarado.
Meu beijo é diabético. Logo eu que passo uma imagem seca de bolacha de sal.
Vá lá, não vou sorrir para mim de noite ou pedir a benção para os apaixonados, mas não acredito nesta história de acomodação no romance.
Que de uma hora para outra cansamos.
Não é cansaço, não é que paramos de seduzir porque conquistamos e que não precisamos mais arrebatar com surpresas.
Não é que estamos seguros e não arriscamos mais.
Não é o conforto ou o domínio territorial.
Senão começaremos a acreditar que existe cupido.
E cupido é o mais cafona dos anjos.
Quem começa uma relação com cupido termina na fossa, repetindo os erros ortográficos das canções sertanejas.
Confio que há gente que não saiba namorar. Não sabe namorar, e pronto.
Supõe que é instintivo, natural, que é beijar, abraçar e os oceanos transportam a espuma.
Que basta amar e as relações funcionam. Mas as relações queimam pelo pouco uso.
A eletricidade enferruja.
Há gente que jura que namorar é cumprir um expediente depois do expediente:
jantar, conversar e transar.
Há gente que não quer namorar, e sim uma amizade para dividir o que se é. Sem tensão. Sem cobrança. Sem nervosismo.
Que tudo está definido e seguro para o final do ano, que não pode ser perdido no próximo minuto.
Eu acabei de perder o próximo minuto. Namoro é ambição.
É um final de semana a cada dia. É uma delicadeza insuportável, antecipar os movimentos e agradar quando não se espera.
Gentileza em cima de gentileza, infindável.
Um cuidado para não magoar com aviso e pergunta, com aquela educação concedida a gestantes e idosos.
Namorar requer uma atenção absoluta.
E não reclame: amar pode ser para toda a vida quando oferecemos toda a nossa vida.
Tem que se preparar, ceder, abrir espaço, oferecer, renunciar.
A inquietação nasce da paciência. A criatividade nasce de uma porta fechada.
É um extremismo terrorista. Explodiremos civis.
Durante algum desentendimento, mobiliza-se a genealogia da imaginação para escandalizar de novo. Carro de som, helicóptero, arranjos suicidas pela janela. Não é permitido ficar quieto, parado, para conversar a respeito. A conversa demora.
No namoro, não existe como ser egoísta. Egoísmo se deixa no JK.
É pensar pelo outro, com o outro, como o outro.
É ter uma lista de compra de mercado na ponta da língua, junto com o chiclete de melancia:
qual a pasta de dente que ela usa, o xampu, o condicionador, o azeite, o leite que toma, o suco... Desconhecer a geladeira da namorada é passagem direta para o congelador.
É entrar numa livraria e pensar no livro que ela vai gostar, é entrar numa loja e pensar um vaso que combinaria com sua sala, é entrar no cemitério e sonhar com um mausoléu para a família, sim, planejar a morte junto - nada mais romântico.
É entrar em si mesmo e lustrar as memórias mais distantes para parecer órfão antes de sua chegada.
Agora dei para mascar a minha boca.

(Carpinejar)

domingo, 22 de janeiro de 2012

Amando Sozinho





Desculpas, se é que tenho culpa... 
Tudo aconteceu de maneira que nem mesmo percebi
E quando me dei conta, já te queria além da conta, mas tive medo de falar.
Insegurança sim, por medo de te perder antes mesmo de ganhar.
Perdão...
Sempre soube que seria impossível nós dois,
Que você jamais teria olhos para mim
Mas como todo e qualquer apaixonado, me deixei levar...
Deixei que teus olhos, tua boca, teu cheiro, teu jeito, teu ar 
Levasse-me por entres os caminhos mais esplêndidos e exuberantes
Caminhos das melhores e mais intensas imaginações
Estradas dos mais insanos desejos e invenções.
Quando diante de você, eu mais parecia um menino pidão  
Tantas vezes perdi o sono por conta de um olhar seu em minha direção
Tantas vezes te comi com os olhos... Aaah quantas e mais quantas
E você por fora, sem me dar atenção.
Agora ando eu, cheio de expectativas, mergulhado num mar de ilusões
Desfrutado o desprazer de amar sozinho, de sofrer calado.
Esperado os dias te colocarem na minha vida 
Quem sabe por destino ou por acaso.


Aut: Glaubya Millena


Não consigo entender




Por que me procuras só agora quado resolvo te esquecer ?
Por que ? Por que? ... 
Por que só agora, quando eu já estava me curando de você  ?
Por que me olhas assim, com esses olhos pidões de quem sente sede, fome, sei lá o que.
Explica-me por favor, ajuda-me a entender...
Se pra você minhas poesias nunca tiveram rimas, 
E minhas singelas palavras nunca foram capazes de lhe convencer.  
Explica por que me olhas ?
Se sempre fui tão insignificante, 
Diz-me :
O motivo pelo qual você veio até mim, 
Depois que desisto de você ?



Aut: Glaubya Millena

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Já me conformei


Pensei ter o mundo nas mãos contigo ao meu lado
Acreditava que só você já era o bastante,
E que os teus olhos seriam os motivos dos meus melhores sorrisos.
Tudo assim seria ... se você não estivesse em outros braços!
Imaginava um romance feito aqueles de filme,
Que apesar de todas as incertezas, dúvidas e conflitos... no final o mal sempre sai vencido.
Sempre gostei de criar expectativas, de me iludir por bobagens e enganações
Talvez pelo fato de ser sempre sozinha...  Quer saber?
A caneta e o papel sempre foram minhas melhores e fiéis companhias,
São os únicos, a saber, dos meus amores, dramas, fracassos, desejos e desilusões.
Confesso que não tive tanto de você por eu não nos permitir
Por eu nunca ter sido tão clara nos momentos mais precisos, nos raros instantes que lhe vi.
As oportunidades que tive desperdicei por motivos injustificáveis,
Mas só sabe como é, quem um dia já amou como eu:
Possuímos centenas de frases feitas, palavras e atitudes convincentes
Mas quando os corpos se aproximam e os olhares se percebem
Os pés já não sentimos em terra firme...
Os sentidos somem e as palavras se perdem.
Saiba que já me conformei e prendi a viver sem essa ideia
De que um dia seremos dois corpos e um único ser, metade um do outro.
Não espero mais nada a não ser o teu sorriso sincero, mesmo que de longe...
O qual me dê certeza de que este outro alguém esteja te fazendo feliz,
É só isso que eu quero!

Aut: Glaubya Millena

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Medo de Amar






Se você quiser , eu posso deixar...
Se você souber, eu posso gostar
Você entrar na minha vida
Mudar essa monótona rotina,
E esse meu medo de amar.


Aut: Glaubya Millena

domingo, 1 de janeiro de 2012

Coisas Simples



Quero alguém que não me impressione pelo que tem, e sim pelo que é...
Quero alguém que não precise ter carros, motos...
Quero alguém que me faça com que fique com brilho nos olhos andando na rua ao meu lado...
Não preciso de alguém com muitos amigos, com família grande...
Preciso de alguém que quando estiver ao meu lado não sinta falta de mais ninguém!
Não preciso de alguém que me leve nas melhores baladas, melhores barzinhos...
Preciso de alguém que sente comigo no sofá ou na cama e faça-me sentir que estou no lugar mais lindo do mundo...
Não preciso de alguém que aponte meus defeitos, já tenho uma autocrítica que me consome...
Enfim, preciso de alguém que de valor pras coisas simples, para os prazeres fáceis...
Preciso de alguém que me faça sentir criança desde que acordo até a hora que vou dormir...
Porque problemas todo mundo tem e se não temos, damos um jeito de encontrar...

VAMOS DAR VALOR AS COISAS SIMPLES DA VIDA!