Os
que eu imaginava ter por perto sempre, estão lá , não sem onde, sem mim.
Enquanto eu estou aqui, só...
quer dizer, não tão só, com os meus pensamentos,
Um copo de café, papel e caneta
na mão.
É... é só isso que tenho para agora.
Há essa hora todos dormem aqui
em casa, menos eu. Estou aqui sentada no chão, no pé do portão. Alguns automóveis passam,
algumas pessoas me olham... Olham-me como os olhos de quem dizem: Deve ter algum problema
psicológico!
Apenas baixo a cabeça e penso: chama-se solidão!
Vejo
a lua, quanta beleza e sozinha feito eu. Respiro 1 2 3 vezes, sinto a brisa...
Leve, solta, mansa a passar... Tocando-me a face, cabelos, apressando as
lágrimas a descer sobre o meu rosto. Preciso escrever, embragar essa folha
branca com as minhas desilusões, senão acabarei asfixiada por tanta mágoa e
decepção. Porém quanto mais busco as palavras elas fogem de mim. São tantas,
tantas palavras, mas não consigo organizá-las, encaixá-las.
Estou tão atordoada, despovoada, que nada mais há sentido. Sinto apenas
o gosto amargo do desamparo, dos tantos planos feitos em vão. E nesse momento o
que mais me vem em mente é somente a solidão!
Aut: Glaubya Millena

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