domingo, 29 de abril de 2012

DETALHES






Poucos conseguem enxergar os detalhes,
Não conhecem os valores da essência
E vivem aprisionados aos artifícios.
Ao meu ver, belo é a boa conversa
É um olhar distraído, despretensioso...
É um "tudo bem?" repleto de boas intenções.
A real beleza não anda totalmente exposta,
Normalmente não são todos os olhos que estão ao seu alcance,
E raros são os que possuem o dom desse encanto.
O belo é além da matéria
Está  acima dos padrões da boa forma física.
Beleza não é cabelo liso, não significa músculos, nem pernas torneadas
Não é barriga "tanquinho", não são olhos claros, nem nariz empinado.
O bonito não é ser vulgar, não é ser "gostoso(a)", nem perfeito(a).
A beleza perambula longe... muito distante desse " tudo" que o tal  fulano ver,
E que o tal sicrano acha... que possui.
E destes moldes de ilusões eu quero estar afastada ao máximo,
Pois é em outro mundo que encontro-me ... em outras faces!
Não me deixo ser conduzida pelas estéticas colossais,
Não vivo das imagens deléveis,
Não pinto meu coração, nem meus sentimentos com tintas a prova d'agua
Não me permito ser enganada pelas aparências
E por isto, dou uma atenção especial aos detalhes!



Dizer.. que o amor dói por ser tanto,
 Melhor é fugir enquanto se pode medir tamanho. ' Nuria Mallena

terça-feira, 24 de abril de 2012

INCOMUM



Quanta beleza...

Quando vi nem mesmo acreditei

Mais parecia obra de Arte

Seria mesmo a Arte em carne e osso?!

Ahh, sim!

Era perfeição nos mínimos detalhes.

Nos seus gestos pude conhecer diversas dimensões espaciais

Sem ao menos dar um passo

Sem conseguir piscar os olhos.

Num instante pude imaginar todos os tipos de sabores

Com intuito de adivinhar qual seria o da sua boca.

Pouco a poco aquela imagem me desfazia

Aos poucos parecia que eu derretia

Derretia feito vela aquecida pelo fogo,

Que quanto mais me desmanchava, mais bem me fazia.

Pasmei...

Confesso que alí, nem mais me sentia !

segunda-feira, 2 de abril de 2012

QUESTÃO DE TEMPO





Teu rosto inda está em meu pensamento
E tudo que faço para tentar deletar
É mórbido e insuficiente .

Permiti que a ilusão se acomodasse

Confiando no tempo...
Estou viva, embora, não vivendo

Desde a primera vez que lhe vi.


Pensei em esquecer

Buscar outros, outras saídas,
Mas logo me dei conta

Que a única era você.


Pois só em você é que me encontro
Só você é o remédio
Que tudo sara, que cura o tédio
O que me falta 
Mas que me nega.



Aut: Glaubya Millena e Gilsinho Alves